domingo, 18 de setembro de 2011

Trabalho de Educação Física e Arte sobre dança folclórica brasileira.

DANÇA FOLCLÓRICA

O folclore abrange as crenças, as práticas, os rituais e os costumes que são tradicionais de um povo ou de uma cultura, o que inclui os contos populares, o artesanato, a música e as danças. A dança, no que lhe diz respeito, é a ação de dançar (ou bailar), isto é, a execução de movimentos ao ritmo da música.

Estas duas definições permitem-nos fazer uma abordagem do conceito de dança folclórica, que são as danças típicas e tradicionais de uma cultura. A dança folclórica tem lugar por questões de tradição (não se trata de nenhuma arte inovadora), podendo ser realizada por qualquer homem ou mulher (não se limita aos bailarinos/dançarinos profissionais embora possam existir grupos profissionais de dança folclórica).

Este tipo de danças é realizado especialmente durante eventos sociais como festas e comemorações. Os mais jovens aprendem ao ver os adultos dançarem, aos quais, por sua vez, compete ensinar aos mais novos os segredos de cada dança com o intuito de fazer perdurar a tradição.


 
CATERETÊ
(Turma do 5º ano)

O cateretê é uma dança rural brasileira conhecida desde eras remotas. Se o nome é tupi a dança apresenta características africanas. Dança-se em duas filas, uma de homens e outra de mulheres, que evolucionam uns diante dos outros ao som de palmas e bate-pés, sendo o acompanhamento constituído por duas violas. Os violeiros cantam no intervalo da dança e dirigem as evoluções do bailado. Porém, pode ser dançada só por homens.

Festival Folclórico EMEF Firme na Fé

Segundo opinião corrente, a dança é de origem ameríndia, dos povos ameríndios tendo sido aproveitada pelo padre Anchieta (1534-1597) nas festas católicas da catequese. O padre traduziu para o tupi alguns textos católicos para que os índios cantassem enquanto dançavam.

Não há, porém, nenhuma descrição coreográfica de tal cateretê primitivo. As primeiras ligeiras referências a ele datam do fim do século XIX. As descrições minuciosas são todas recentes. A dança se executa sempre em fileiras formadas por homens e mulheres, que se colocam, homens de um lado, mulheres de outro.

O caipira paulista considera que "todas as danças são invenção diabólica exceto o cateretê, porque esta foi abençoada e até praticada por Jesus, quando em sua peregrinação histórica". Para Mário de Andrade, esta superstição é uma sobrevivência histórica. Os jesuítas, no afã de retirar os índios e primeiros mestiços de suas práticas pagãs (sempre coreográficas), teriam enegrecido as danças ameríndias com o anátema divino. Menos o cateretê, que adotaram, substituindo-lhe os textos pagãos por outros católicos em tupi.

O cateretê é uma dança rural muito antiga, conhecida em vários estados: Minas Gerais, Goiás, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Sergipe, entre outros. Recebe vários nomes: catira,bate pé, xiba ou chiba, dependendo da região.


http://2.bp.blogspot.com/_b0yVyPgEez8/SqZYPaWkAsI/AAAAAAAAABU/Eo1MDEnbV9Y/s1600-R/catira1.jpg

  
http://catiradancafolcloricabrasileira.blogspot.com/
Fontes:
 
3. http://www.edukbr.com.br/artemanhas/folclore_dancas_caterete.asp

XOTE
(Turma do 4º ano)

Xote (também escrito xótis, chóte ou chótis) é uma cadência(ritmo, compassso) musical que tem como ancestral uma dança de salão portuguesa. Este ritmo nasce, porém, na Alemanha, originalmente intitulado Schottisch, termo alemão que traduzido tem o sentido de ‘escocesa’, embora não guarde nenhuma relação com a Escócia. Ao criarem esta expressão, os alemães se referiam à polca escocesa, da maneira como era vista por este povo.

Esta dança parece ter desembarcado em solo brasileiro em 1851, na bagagem de José Maria Toussaint. A princípio ela era difundida entre os aristocratas que viviam durante o Segundo Reinado. Mas logo os escravos se afeiçoaram a este ritmo, observando a coreografia e adaptando-a aos seus próprios gingados.
Festival Folclórico EMEF Firme na Fé / Xote do 2º ano.

Não demorou muito para que o Schottisch se transformasse no ‘xótis’ e depois no ‘xote’. Assim que os negros instituíram a Irmandade de São Benedito, este bailado tornou-se símbolo dos Bragantinos.

O xote foi aos poucos se distanciando dos elementos originais do Schottisch, pois os antigos escravos imprimiram a esta dança sua flexibilidade sem igual, seus giros e movimentos corporais, que conferem aos que o dançam uma maior vivacidade.

Atualmente este ritmo se tornou mais adaptável e é, assim, localizado tanto nos forrós que grassam no Nordeste brasileiro, quanto na região Sul, constituindo o xote gaúcho. Ele também se encontra mesclado a outros ritmos da América Latina, como a salsa, a rumba e o mambo.
Festival Folclórico EMEF Firme na Fé / Xote do 4º ano.

As mulheres normalmente trajam saias amplas ou vestidos com a cintura franzida. Os homens optam pelas calças tradicionais ou de jeans, acompanhadas por camisas de manga comprida, bem coloridas e estampadas. As músicas são tocadas em rabecas ou violas, junto com o pandeiro e o triângulo, e vocalizadas por uma banda.

http://musicariabrasil.blogspot.com/



Imortalizado pelo compositor Luiz Gonzaga, o xote nordestino tem uma cadência binária ou quaternária, tocada em marcha rápida. Nas tradicionais festas juninas, porém, este ritmo soa de forma mais lenta. É possível encontrar várias maneiras de dançar esta sonoridade. com duas prendas ou damas.

O xote de sete voltas exige que o casal dê sete voltas pelo salão, bailando primeiro em uma direção, depois em outra contrária. No xote do Chico Sapateado os bailarinos alternam movimentos da polca, abraçados pela cintura, com voltas e sapateados, durante os quais eles se tocam através das pontas dos dedos da mão direita.


Hoje em dia, o xote é um dos ritmos mais tocados e dançados em todo o Brasil.

http://viajamos.com.br/profiles/blogs/principais-dan-as-folcl-ricas
 Fonte:


1. http://www.infoescola.com/danca/xote/
2. http://pt.wikipedia.org/wiki/Cateret%C3%AA

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