sábado, 9 de abril de 2011

JOGO PARA SALA DE AULA: Jogo dos Pontinhos

JOGO DOS PONTINHOS ou JOGO DO QUADRADO


Ao chegar à escola , o professor de Educação Física  fica surpreso ao saber que não pode utilizar o seu espaço de aula, isto é, a quadra. Ele precisa ministrar a sua aula, o que fazer? O jogo dos pontinhos é simples e precisa apenas de lápis e papel. Com ele você desenvolve valores e atitudes como: concentração, atenção, raciocínio lógico e respeito às regras.

Além de proporcionar um trabalho interdisciplinar com a Matemática através da noção de reta vertical, horizontal e forma geométrica.

Número de Participantes: Dois

Desenhe uma grade de pontos num pedaço de papel. O primeiro jogador une dois pontos, com um traço vertical ou horizontal. Logo após, o outro jogador faz o mesmo. Assim, sucessivamente. Quem conseguir fechar um quadrinho escreve nele à letra inicial do próprio nome e joga de novo.

O jogo termina quando todos os quadrinhos estiverem fechados. Será o vencedor quem tiver o maior número de quadrados.


REGRAS ATUALIZADAS DE FUTSAL

Sabe-se que as regras de Futsal estão sendo constantemente alteradas para melhorar a plástica do jogo e a sua fluência. Devido a isto, abre-se um espaço para tirar dúvidas do profissional de Educação Física e dos simpatizantes deste esporte fascinante. Esporte muito praticado no espaço escolar.

 Prof. Esp. José da Costa Nascimento Junior.

Especialista em Futebol - UFRJ
Especialisata em Cardiologia em Educação Física - UFAM
Licenciado em Educação Física - UFRJ
Atuou como professor substituto de Futsal na UFAM e foi professor de categoria de base no Clube de Regatas do Flamengo - RJ



PERGUNTA DO DIA:
1. O jogo de Futsal pode começar com menos de 5 jogadores em quadra?

Sim, foi uma das alterações das regras em 2011. O jogo pode começar com no mínimo 03 jogadores de uma equipe.

2. O jogador pode pisar com o pé de apoio dentro da quadra no momento da execução do tiro de canto?

Sim, embora no arremesso lateral o jogador não possa.

3. No arremesso de meta a bola toca o goleiro adversário na sua área e entra no gol. O que deverá marcar a arbitragem?

O árbitro deverá marcar gol. Porém, se a bola for direto para a meta sem tocar em nenhum jogador será marcado arremesso de meta para a equipe adversária.

4. O jogador ao executar o tiro lateral pode chutar a bola direto ao gol e a bola entra sem tocar em ninguém, o gol é válido?

Não, a arbitragem marcará arremesso de meta do goleiro.


5. Se o goleiro agarrar a bola ele poderá sair jogando? (20/04/2012)

Sim, ele terá 4 segundos de posse de bola.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Excelência na Administração Pública

Após a postagem da mensagem sobre a seleção dos gestores educacionais das escolas públicas, observa-se no site www.manaus.am.gov.br/amazonino-quer-excelencia-na-administracao-publica  que o atual prefeito quer qualificar os servidores públicos, além de buscar mecanismos de valorização profissional e salarial nos Planos de Cargos, Salários e Carreira dos órgãos municipais aos que freqüentarem os cursos oferecidos pela UCM (Universidade Corporativa Municipal , que terá por finalidade o aprimoramento técnico dos servidores públicos municipais).


O atual prefeito observou que a administração pública brasileira foi desqualificada.

“Ao longo do tempo a prática de nomeações por favoritismo político sem levar conta o mérito, fazendo do serviço público de cabide de emprego, desqualificou, prejudicou a administração pública brasileira” declarou o prefeito Amazonino Mendes.



Os servidores públicos, principalmente os profissionais da educação, esperarão ansiosos para que o Prefeito coloque em prática a sua declaração.

Gestor escolar, para que ou para quem?

A Nova Escola trouxe uma reportagem muito interessante a respeito de como os gestores escolares são selecionados no Brasil. Tema que me interessa e que traz muitas inquietações, pois já vivi a experiência de ser gestora escolar, não como indicada, mas sim como concursada. Sendo afastada da função, devido não fazer parte do grupo partidário que assumiu a atual gestão.

No início deste século, mais especificamente no ano de 2005, a educação municipal da cidade de Manaus deu um grande passo na direção da democratização e busca de melhorias na qualidade de ensino, quando oportunizou os funcionários estatutários da Secretaria Municipal de Educação, com formação superior em Licenciatura e Pedagogia, fora do estágio probatório, a participarem de um concurso para Gestores Escolares: PROSED – Processo Seletivo de Escolha de Diretores. Esta ação objetivou valorizar os conhecimentos científicos, a competência academia e oportunizar, principalmente os docentes, a vivenciar um cargo administrativo da SEMED, deixando em segundo plano a nomeação dos gestores escolares unicamente como cargo de confiança.

Momento de muita polêmica na rede municipal de ensino, pois havia um descrédito em relação ao concurso, não se acreditava que seria possível um gestor escolar não estar vinculado à lealdade partidária dos governantes atuais.

A discussão se ampliou, pois para se efetivar esse “critério de nomeação” um valor essencial ao ser humano não poderia faltar, que era a coragem de romper barreiras há décadas pré-definidas. E com muita perseverança e rompendo paradigmas que o Secretário de Educação da época efetivou o seu projeto e ampliou a gestão democrática no espaço das escolas municipais.

Seria ingênuo acreditar que nomear um gestor escolar a partir da sua aprovação no concurso resolveria todos os problemas no interior de uma escola, que todos os aprovados teriam o perfil necessário para ocupar o cargo, porém, é indiscutível, que foi um ato de conquista e construção social na educação.

MODALIDADES DE ESCOLHA DO GESTOR ESCOLAR

De acordo com a história da Educação Brasileira no que se refere especificamente a escolha do Gestor Escolar, existe 3 tipos de modalidades: a livre indicação, a eleição e o concurso público.

A primeira e a mais conhecida delas é a escolha feita por indicação, escolha essa feita de forma menos democrática indo de contra atual proposta educacional vigente, que é a implantação de uma gestão democrática-participativa, que objetive a formação de cidadãos brasileiros críticos e conhecedores da realidade em que vive. Este tipo de modalidade de escolha está ligado às raízes patrimonialistas da formação do Estado brasileiro que promove a troca de favores na ocupação do emprego. Neste tipo de escolha os dirigentes políticos são os únicos responsáveis em dizer quem está, ou não, habilitado politicamente para o exercício do cargo de gestor, construindo assim alianças que possibilita o controle da instituição que atende diretamente parte expressiva da população como um todo.

Na escolha dos indicados prevalece a pressão e/ou a força de liderança política para os quais importa apenas, a correspondente fidelidade dos que são contemplados com a indicação referida. O servidor entronizado no cargo público pelo critério da confiança pessoal é demissível ad nutum, a bem da administração, não cabendo, portanto, questionamento sobre o ato de exoneração realizado pela autoridade que o nomeou. Esta expressão significa literalmente “a um aceno de cabeça” e está ligada ao tempo dos imperadores romanos, onde bastava um simples aceno de sua cabeça para que alguém permanecesse vivo ou fosse levada a morte.

A segunda modalidade permite a participação de todos os envolvidos no processo educacional e da necessidade do controle democrático do estado pela população. Na eleição o gestor escolar é obrigado a apresentar uma proposta de trabalho a ser discutida com a comunidade escolar e local. Embora seja a mais democrática de todas existe o inconveniente de troca de favores pelo candidato a gestor o que prejudica o processo democrático. TEIXEIRA (2000) ao analisar esta forma de escolha observou outras situações que também prejudicam esse processo, como: presenças de mágoas, insatisfações, incompreensões em membros da equipe escolar, atitudes clientelísticas, deslealdade na condução do processo nas escolas objetivando derrotar adversários.

Finalmente, a terceira e última modalidade é a de concurso público que oportuniza os profissionais da área de educação a participar de um processo seletivo, onde o conhecimento acadêmico seja valorizado. É utilizado como uma maneira de superar o clientelismo das indicações políticas, uma vez que, em função de critérios impessoais que devem presidir esse tipo de escolha, os selecionados o são pelos seus próprios méritos. Além, de priorizar os funcionários já concursados a melhora profissional, visto que para ser cargo de confiança o servidor não precisa ingressar a função pública por concurso.

Observe a figura abaixo e verifique como é feita a escolha dos gestores escolares no nosso País:



Publicado em NOVA ESCOLA, Edição 240, Março 2011, com o título O mapa dos gestores

 
Entende-se que é oportuno refletir sobre a questão da escolha dos Gestores Escolares das escolas públicas, para que possa efetivar a função da escola que é a da construção do cidadão que saiba pensar, tornando-se sujeito histórico. O gestor deve promover uma educação de qualidade com equidade, preocupando-se com o interesse da coletividade

Cabe aqui a pergunta: Gestor escolar, para que ou para quem?

Faça o seu comentário: Para fortalecer uma gestão democrática na escola e formar opiniões livres de preconceito e medo, vivenciando a real democracia que é o sistema de governo do nosso país. Qual seria a melhor maneira de escolha de gestor para as nossas escolas públicas?

Como os gestores escolares são selecionados no Brasil? | Gestão Escolar | Nova Escola

Como os gestores escolares são selecionados no Brasil? Gestão Escolar Nova Escola

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O PROFESSOR ESTÁ SEMPRE ERRADO



tintosecopoporfavor.blogspot.com
 
Este texto foi enviado por uma amiga professora, Giovanna Silva, não pude deixar de postar.

Desde que iniciei minha vida profissional, e olha que já faz tempo, eu conheço esse texto. O impressionante é que parece que foi escrito ontem!!!!!!!! 











O material escolar mais barato que existe na praça é o professor!
É jovem, não tem experiência.
É velho, está superado.
Não tem automóvel, é um pobre coitado.
Tem automóvel, chora de "barriga cheia'.
Fala em voz alta, vive gritando.
Fala em tom normal, ninguém escuta.
Não falta ao colégio, é um 'caxias'.
Precisa faltar, é um 'turista'.
Conversa com os outros professores, está 'malhando' os alunos.
Não conversa, é um desligado.
Dá muita matéria, não tem dó do aluno.
Dá pouca matéria, não prepara os alunos.
Brinca com a turma, é metido a engraçado.
Não brinca com a turma, é um chato.
Chama a atenção, é um grosso.
Não chama a atenção, não sabe se impor.
A prova é longa, não dá tempo.
A prova é curta, tira as chances do aluno.
Escreve muito, não explica.
Explica muito, o caderno não tem nada.
Fala corretamente, ninguém entende.
Fala a 'língua' do aluno, não tem vocabulário.
Exige, é rude.
Elogia, é debochado.
O aluno é reprovado, é perseguição.
O aluno é aprovado, deu 'mole'.
É, o professor está sempre errado, mas, se conseguiu ler até aqui,
agradeça a ele! 
                                                                                                                                            Jô Soares






sábado, 2 de abril de 2011

A civilização que a banda RESTART não conhece.

No domingo, dia 03 de abril de 2011, o Jornal “A Crítica” trouxe uma reportagem em que intelectuais debatem o conceito de civilização amazônica. Polêmica gerada a partir da declaração do baterista Thomas D’Avilla, músico da banda Restart, quando afirmou seu desejo por fazer um show no Amazonas, sem saber que tipo de civilização existia nessa região.

Foi comentado pelos intelectuais entrevistados que a visão discriminatória da população da Amazônia vem desde a sua colonização, ao venderem a idéia de que os amazonenses são culturalmente inferiores e que é superior o que vem de fora. Visão esta, estereotipada, e ainda alimentada pela mídia. Um dos entrevistados afirma que o problema está em negar o que é seu, que os amazonenses precisam assumir mais a sua identidade regional.

Concordo com os entrevistados, até porque são profissionais qualificados: sociólogos, antropólogos, historiadores e comunicólogos. Porém acredito que essa negação está mudando, a autoestima dos jovens amazonenses está mudando, esses jovens estão reconhecendo não só a riqueza ambiental e a cultura indígena de sua região, mas também a tecnologia exportada para todo o Brasil. Vejo uma resposta não apenas aos participantes da Restart, como a todo povo brasileiro.

Fiquei surpresa quando soube que o show que aconteceria no dia primeiro de abril tinha sido cancelado pelo desinteresse dos jovens.

O Brasil é multicultural e todos os brasileiros, principalmente os famosos, devem buscar conhecer um pouco da cultura regional do lugar onde trabalharão. Para que mesmo, sem intenção, não se posicionem de forma preconceituosa em relação a um público que não conhecem e que são seus fãs.


Gostaria de parabenizar aos adolescentes amazonenses, especialmente aos meus filhos, que se indignaram com a ignorância dos jovens músicos e não se renderam ao apelo da mídia.



“Eu acredito é na rapaziada...

Que não tá na saudade e constrói

A manhã desejada...”

Música: E Vamos à Luta (Gonzaguinha)












JORNAL A CRÍTICA (MANAUS, DOMINGO. 3 DE ABRIL DE 2011
Amazônia >Imaginário excludente
Pag. A3
Por: ARISTIDE FURTADO